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Leilão de Petróleo

Diga NÃO ao Leilão do Petróleo!!

No dia 27 de setembro o Governo Temer leiloa mais de 122 mil km² do território brasileiro para 32 empresas nacionais e estrangeiras na 14ª Rodada de Licitações da ANP. São 287 lotes em mar e terra de 10 estados que estarão sujeitos a explosões sísmicas, perfurações e injeções de substâncias tóxicas contaminando lençóis freáticos, mares e solos na exploração de petróleo e gás. No Espírito Santo, além do oceano repartiram nas terras 20 áreas que vão de Sooretama até Conceição da Barra, sem consulta popular!

Apesar de todos os compromissos internacionais brasileiros com a redução das emissões de gases de efeito estufa e proteção da biodiversidade, Temer insiste na expansão da contaminação das vidas, da água, do solo e do ar pela Indústria Petroleira que, sozinhas, são as maiores poluidoras do planeta responsáveis por 71% das emissões de gases de efeito estufa!

Sem garantias às comunidades que vivem da agricultura e da pesca, sobrepondo-se à reservas e áreas de proteção ambiental, as empresas – sob fiscalização de uma Agência Reguladora negligente – podem sozinhas elaborar seu compromisso de responsabilidade social. A tragédia do Rio Doce com a mineradora BHP/Samarco/Vale é suficiente para provar que isso não funciona!

Basta! Empresas não são capazes de garantir que acidentes não acontecerão, os vazamentos e derramamentos de óleo são frequentes, além dos grandes desastres poucas vezes midiatizados. Este é o setor mais corrupto da economia, comprando e corrompendo ministros, presidentes e parlamentares, bem como a opinião pública, com seu marketing verde e suas falsas promessas de emprego, renda e desenvolvimento.

Este é o 2º Leilão dos 10 previstos até 2019 numa expansão catastrófica da petrodependência brasileira e da toxicidade dos nossos mares, solos e ar. O uso dos derivados do petróleo contaminam nossos alimentos com agrotóxicos, nossos corpos com cosméticos, entopem nossos lixões de plástico, nossas ruas de automóveis. A civilização do petróleo é insustentável e deve ser detida! A tarefa do século XXI é justamente superar essa era petroleira, e não avançar em seu descompasso rumo ao colapso da vida e do planeta.

Exerça seu direito de dizer NÃO !!

Preencha esse formulário e pressione o governo enviando um e-mail para a ANP (Agência Nacional do Petróleo), a Ouvidoria Geral  e  todos os membros do Conselho Nacional de Política Energética.

Caso queira inspiração temos um modelo de mensagem para ser enviada abaixo do formulário. 

 

MODELO DE MENSAGEM

“Prezado(a),

No dia 27 de setembro mais de 122 mil km² do subsolo brasileiro irá a leilão, perpetuando e ampliando uma política energética poluidora que viola direitos básicos.

Não concordamos com esse plano energético aprovado sem consulta popular e com impacto direto na mudança do clima. Há tecnologia suficiente para superar a era petroleira.

Estamos acompanhando atentos estes processos, sabemos que não há exploração de petróleo segura para o meio ambiente e para as pessoas. O Brasil se comprometeu internacionalmente com a redução das emissões de gases de efeito estufa no Acordo de Paris, esse leilão e os próximos programados não são coerentes.

Pela vida, pedimos que deixem o petróleo no subsolo!

Nem um Poço a Mais!


Se você for um alvo dessa campanha e quiser responder publicamente, envie um email paracampanhanemumpocoamais@gmail.com

Participe!!

Entenda como os leilões ferem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Em 2015 Chefes de Estado e demais representantes dos 193 países-membros da ONU se reuniram em Nova York, para deliberar o plano de ação global de desenvolvimento sustentável para os 15 anos seguintes.  Este encontro resultou nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que se baseiam nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Entenda como os leilões do Petróleo violam ao menos 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para ver o texto completo  clique aqui.

1.5  Até 2030, construir a resiliência dos pobres e daqueles em situação de vulnerabilidade, e reduzir a exposição e vulnerabilidade destes a eventos extremos relacionados com o clima e outros choques e desastres econômicos, sociais e ambientais

2.3 Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola

3.9 Até 2030, reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos químicos perigosos, contaminação e poluição do ar e água do solo

5.a Realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos econômicos, bem como o acesso a propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, serviços financeiros, herança e os recursos naturais, de acordo com as leis nacionais

6.3 Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente

7.2 Até 2030, aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global

8.8 Proteger os direitos trabalhistas e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores, incluindo os trabalhadores migrantes, em particular as mulheres migrantes, e pessoas em empregos precários

11.6 Até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de resíduos municipais e outros

12.c Racionalizar subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis, que encorajam o consumo exagerado, eliminando as distorções de mercado, de acordo com as circunstâncias nacionais, inclusive por meio da reestruturação fiscal e a eliminação gradual desses subsídios prejudiciais, caso existam, para refletir os seus impactos ambientais, tendo plenamente em conta as necessidades específicas e condições dos países em desenvolvimento e minimizando os possíveis impactos adversos sobre o seu desenvolvimento de uma forma que proteja os pobres e as comunidades afetadas

13.2 Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais

14.b Proporcionar o acesso dos pescadores artesanais de pequena escala aos recursos marinhos e mercados

15.5 Tomar medidas urgentes e significativas para reduzir a degradação de habitat naturais, deter a perda de biodiversidade e, até 2020, proteger e evitar a extinção de espécies ameaçadas

 

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