Convocação de artistas. Evocação de artes antipetroleiras.

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As empresas e os Estados petroleiros são máquinas de guerra. Se, por um lado, subordinam e saqueiam os territórios naturais, ameaçam, reprimem, criminalizam toda e qualquer resistência; por outro, disputam o imaginário social e os territórios mentais. Manipulam palavras, cores, sons, imagens. Produzem desejos e padronizam vontades. Industrializam subjetividades. Impõem a aceleração da vida, o[...]
As empresas e os Estados petroleiros são máquinas de guerra. Se, por um lado, subordinam e saqueiam os territórios naturais, ameaçam, reprimem, criminalizam toda e qualquer resistência; por outro, disputam o imaginário social e os territórios mentais. Manipulam palavras, cores, sons, imagens. Produzem desejos e padronizam vontades. Industrializam subjetividades. Impõem a aceleração da vida, o maquinismo irrefletido do cotidiano alienado de si mesmo, consumido pela exploração do trabalho e pela anestesia da indústria cultural do lazer. Controlam os mecanismos da criação e do afeto.
A arte antipetroleira é uma arte Anti Sistema. Para defender os territórios e seus povos, enfrenta as empresas e os Estados petroleiros. Desvela a farsa do desenvolvimento, denuncia a neutralidade que acoberta, desnuda a maquiagem, decompõe os símbolos. Seu alvo é desmontar as estruturas objetivas e subjetivas da civilização capitalista petroleira. Exige liberar a ficção para outros modos de ser no mundo, para novas dinâmicas de realização da realidade. Por seu conteúdo disruptivo, a arte antipetroleira exige formas revolucionárias.
A arte antipetroleira não foi feita para galerias, nem para museus ou centros culturais. Seu lugar próprio é a rua e a praça, o poste, o bar, o banheiro público, o ponto de ônibus, a bandeira e a faixa, a bolsa, o boné e a camiseta, o corpo. Precisa seu foco na crítica radical, no estranhamento do óbvio, na surpresa diante do natural, no envenenamento da monotonia. Oferece para as massas seu biscoito mais fino.
Contra a sociedade petroleira, as empresas e seus Estados. Contra mais uma COP da farsa. Para liberar a crítica. Para desafinar o coro dos contentes. Lula, basta de expansão petroleira! Lugar de petróleo é no subsolo.

O que é?
Concurso de arte antipetroleiras da Campanha Nem Um Poço a Mais! As obras enviadas para o concurso serão anonimamente avaliadas por uma comissão de artistas aliados da luta antipetroleira, premiaremos 5 poesias e 10 artes visuais digitalizáveis com o valor de R$2.000,00 para cada arte.
O objetivo é mobilizar artistas para o artivismo antipetroleiro, fazer pública a crítica à exploração de petróleo e gás no Brasil, e montar uma exposição durante o 10° Seminário da Campanha Nem Um Poço a Mais na Ilha do Marajó (PA), alertando a sociedade em geral sobre a ameaça da expansão, os riscos, os danos, as violações e as exclusões geradas pela indústria petroleira.
As artes premiadas também ficarão disponíveis para uso da Campanha Antipetroleira Nem Um Poço a Mais.
As artes deverão ser inéditas.
Quais tipos de artes serão avaliadas na premiação?
- Poesias
- Artes Visuais*
*Por questões logísticas, serão avaliadas dentro das artes visuais obras que possam ser digitalizadas e enviadas em alta resolução, como pinturas, charges, memes, desenhos.
Até quando?
Obras serão aceitas através do preenchimento do formulário de convocação até o dia 28 de setembro de 2025.
Os resultados da premiação serão divulgados no dia 24 de outubro de 2025.
ACESSE AQUI O FORMULÁRIO DE CONVOCAÇÃO

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