22 de Maio Dia Nacional de Luta Antipetroleira

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Enquanto o imperialismo americano-israelense-europeu provoca as guerras de extermínio. Enquanto a indústria petroleira aumenta seus lucros e aprofunda a contaminação da natureza. No dia 22 de Maio nós lembramos nossos mortos, celebramos a vida e a resistência dos povos e das comunidades! Lembramos de Paulo César, tesoureiro de AHOMAR, morto a tiros, dentro de casa,[...]
Enquanto o imperialismo americano-israelense-europeu provoca as guerras de extermínio. Enquanto a indústria petroleira aumenta seus lucros e aprofunda a contaminação da natureza. No dia 22 de Maio nós lembramos nossos mortos, celebramos a vida e a resistência dos povos e das comunidades!
Lembramos de Paulo César, tesoureiro de AHOMAR, morto a tiros, dentro de casa, na frente de esposa e filhos. No mesmo dia que a associação conseguiu o interdito do canteiro de obras da Petrobras do projeto GNL na Praia de Mauá em Magé, Rio de Janeiro. Logo depois foi Márcio Amaro, no portão da sua casa na Praia do Anil, na frente da mãe e esposa. No dia seguinte que fez a denúncia no prédio da presidência da Petrobras, sobre as ameaças e matadores que atuavam no interior do canteiro de obras do terminal GLP da Baía de Guanabara. Depois, Almir Nogueira de Amorim e Pituca de Souza, que denunciavam irregularidades de uma dragagem clandestina, a mando da Petrobras, perto da Ilha de Paquetá. Depois encontraram a canoa vazia, sem o Fernando Careca. E tempos depois foi o John Ribeiro, atropelado e mutilado por um rebocador. Todos pescadores artesanais da Baía de Guanabara. São nossos mártires, mortos por defenderem nossos trabalhos e modos de vida, por protegerem as comunidades e territórios. Jamais esqueceremos a luta de resistência contra a GDK e a Petrobras! Dia 22 de Maio de 2009.
Lembramos também de tantos e tantas camaradas, da pesca artesanal, quilombolas, indígenas, caiçaras, ribeirinhos, campesinos, gente que vive e trabalha nas periferias urbanas e próxima a distritos industriais como portos, refinarias, terminais de gás e óleo, termoelétricas, fábricas de fertilizantes. Gente que resiste contra o longo metabolismo de morte da indústria petroleira no Brasil. Lideranças ameaçadas e difamadas, invisibilizadas e violentadas, caladas pela violência da indústria petroleira, do Estado e de suas milícias oficiais e/ou para-estatais. E tudo em nome do desenvolvimento! Pura farsa: falsas promessas de emprego, compensações que não compensam, propaganda verde.
No litoral Norte de São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, na região do Pré-sal. Na Ilha de Maré, na Bahia, em Barra dos Coqueiros e Carmópolis, em Sergipe, na região de Suape, em Pernambuco. Na ilha de Marajó, no Pará, no Amapá e no Amazonas. Dia 22 de Maio, o Dia Nacional de Luta Antipetroleira é um dia de memória e de celebração da resistência. Vida longa a cada uma das lutas antipetroleiras! Basta de violência! Basta de Indústria petroleira!
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