A indústria petroleira nunca é segura. Sempre contamina a água, o ar, a terra, a floresta, os corpos e territórios. Suas operações sempre derramam. Seus resíduos tóxicos e derivados estão diretamente associados a câncer, doenças respiratórias e morbidade. Que o digam os habitantes camponeses e indígenas, ativistas e pesquisadores, dos territórios submetidos à extração na Amazônia equatoriana e brasileira ou à indústria petroquímica em Duque de Caxias, na baixada fluminense do Rio de Janeiro. Por outro lado, cuidar da saúde das pessoas e comunidades contaminadas é um enorme desafio. Da luta por reparação ao autocuidado nas comunidades, este painel traz diferentes experiências em um horizonte integral da saúde. Cuidar das pessoas e da natureza formam um só cuidado.
Um dos mais graves crimes socioambientais dos últimos anos, o derramamento de óleo de origem desconhecida que atingiu o litoral do Nordeste e parte do Norte e Sudeste brasileiros em 2019. Foram 130 municípios afetados em 11 estados. O acontecimento virou alvo de investigação por uma Comissão Parlamentar de Inquérito, conhecida como CPI do Óleo, criada em novembro do mesmo ano na Câmara Federal. Porém, o prazo terminou e não foi renovado após articulação do governo federal com o chamado bloco do “centrão” no Congresso Nacional. “Um crime sem culpados nem punições agora é também um crime que sequer será investigado por parlamentares”, questionou o jornal pernambucano Marco Zero. “A forma como o governo Bolsonaro e seus aliados trataram o maior derramamento de petróleo da história do Atlântico Sul é mais uma prova da vergonhosa política ambiental do Brasil”.
Seminário Nem Um Poço a Mais – Painel 2: Poluição, danos à saúde e acidentes ampliados: o caso REDUC (RJ)
Com Sebastião Braga (SCC/FAPP – BG/RJ), Sebastião F. Raulino (FAPP – BG/RJ, Pastoral do Meio Ambiente e RBJA), Marlúcia Santos de Souza (FAPP-BG/RJ), Andressa Delbons (Sindipetro Caxias).
Mediação de Leila Salles (FAPP – BG/RJ)
Não é nada fácil a vida no[…]
Os territórios onde se instalam as infraestruturas de petróleo, geralmente, tem seu solo e o lençol freático contaminados, emissão efluentes líquidos nos rios e nos mares, e contaminação do ar por queima dos combustíveis causando as mudanças climáticas e a chuva ácida por conta das refinarias e o adoecimento do corpo e da saúde mental da população.
A dependência ao petróleo se alastra como uma epidemia social, nos tornando cúmplices de um genocídio socio ambiental. Para cada facilidade urbana proporcionada pela exploração do petróleo, atingimos algum grupo social ou um ecossistema. Os dutos que transportam o gás de cozinha que utilizamos para fazer receitas maravilhosas, provocam acidentes (às vezes fatais) nas comunidades quilombolas, poluem seus mananciais com vazamentos, transformam a paisagem silvestre em paisagem industrial.
Surgida em 2015, a Campanha Antipetroleira Nem Um Poço a Mais vem articulando movimentos sociais e organizações ligadas a pescadores artesanais, quilombolas, camponeses indígenas, além de ambientalistas, defensores de direitos humanos, artistas, acadêmicos e outros, em torno uma questão fundamental: a superação da civilização petroleira, cuja energia que a movimenta está baseada principalmente em combustíveis fósseis, poluentes e não renováveis. Sociólogo Marcelo Calazans fala sobre a “petrodependência” de nossa sociedade e as propostas da Campanha Nem Um Poço a Mais.
“IV Semana Sem Petróleo” traz programação mostra que alternativas ao petróleo abrem caminho para o autoconhecimento e retorno à natureza […]
“A licença para saquear abre uma perspectiva muito estratégica para uma nova luta da militância anticapitalista, da militância anti-extrativa. Não é apenas a extração de minerais e petróleo, o que está guiando o capitalismo tardio, deste período, é a extração de mais valor. É um novo ciclo de lucro que está sendo imposto à América Latina, seja por processos de privatização ou por extração mineral ”, destaca Marcelo Calazans, coordenador[…]
Notícias0906Admin14222023-11-21T16:54:30-03:00











