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Notícias2026-05-20T12:18:18-03:00

Quando o petróleo causa doenças

A indústria petroleira nunca é segura. Sempre contamina a água, o ar, a terra, a floresta, os corpos e territórios. Suas operações sempre derramam. Seus resíduos tóxicos e derivados estão diretamente associados a câncer, doenças respiratórias e morbidade. Que o digam os habitantes camponeses e indígenas, ativistas e pesquisadores, dos territórios submetidos à extração na Amazônia equatoriana e brasileira ou à indústria petroquímica em Duque de Caxias, na baixada fluminense do Rio de Janeiro. Por outro lado, cuidar da saúde das pessoas e comunidades contaminadas é um enorme desafio. Da luta por reparação ao autocuidado nas comunidades, este painel traz diferentes experiências em um horizonte integral da saúde. Cuidar das pessoas e da natureza formam um só cuidado.

CPI do Óleo na praia termina em pizza (tóxica)

Um dos mais graves crimes socioambientais dos últimos anos, o derramamento de óleo de origem desconhecida que atingiu o litoral do Nordeste e parte do Norte e Sudeste brasileiros em 2019. Foram 130 municípios afetados em 11 estados. O acontecimento virou alvo de investigação por uma Comissão Parlamentar de Inquérito, conhecida como CPI do Óleo, criada em novembro do mesmo ano na Câmara Federal. Porém, o prazo terminou e não foi renovado após articulação do governo federal com o chamado bloco do “centrão” no Congresso Nacional. “Um crime sem culpados nem punições agora é também um crime que sequer será investigado por parlamentares”, questionou o jornal pernambucano Marco Zero. “A forma como o governo Bolsonaro e seus aliados trataram o maior derramamento de petróleo da história do Atlântico Sul é mais uma prova da vergonhosa política ambiental do Brasil”.

Cartilha Moro perto de uma infraestrutura de petróleo, e agora

Os territórios onde se instalam as infraestruturas de petróleo, geralmente, tem seu solo e o lençol freático contaminados, emissão efluentes líquidos nos rios e nos mares, e contaminação do ar por queima dos combustíveis causando as mudanças climáticas e a chuva ácida por conta das refinarias e o adoecimento do corpo e da saúde mental da população.

Editorial: Somos todos petrodependentes? Até quando?

A dependência ao petróleo se alastra como uma epidemia social, nos tornando cúmplices de um genocídio socio ambiental. Para cada facilidade urbana proporcionada pela exploração do petróleo, atingimos algum grupo social ou um ecossistema. Os dutos que transportam o gás de cozinha que utilizamos para fazer receitas maravilhosas, provocam acidentes (às vezes fatais) nas comunidades quilombolas, poluem seus mananciais com vazamentos, transformam a paisagem silvestre em paisagem industrial.

  • Separar o lixo para reciclagem não resolve o problema do plástico. A campanha Julho Sem Plástico acabou de passar, mas é importante que o debate sobre o plástico se faça presente o ano inteiro. Em análise feita por Barbara Unmüßig e repercutida pela Fundação Heinrich Boll (FHB) Brasil, 5 enganos comuns relacionados ao plástico são desvendados e expostos.

    Se você ainda não viu, confira aqui também o Atlas do Plástico lançado pela FHB Brasil no ano passado.

    4 de setembro de 2021
  • No último ano, petroleiras tentam começar a expansão para a exploração offshore no mar Argentino. Todos sabem que a exploração petroleira precisa acabar, ninguém duvida dos riscos e consequências destas atividades, mas as empresas insistem em querer continuar expandindo.

    O Mar del Plata diz não às petroleiras! Confira as mobilizações locais que ocorreram na região em agosto para garantir que o petróleo continue em paz debaixo do subsolo.

    4 de setembro de 2021
  • Você já refletiu sobre os cosméticos que usa no seu dia-a-dia? A maioria dos cosméticos encontrados no mercado tem petróleo em sua composição. Nessa cartilha, trazemos receitas com ingredientes naturais para que você possa fazer seu próprio cosmético em casa.

    4 de setembro de 2021
  • Leia a entrevista exclusiva com Cláudio Zanotelli, um dos organizadores do livro “A notícia como máquina de guerra” (Editora Edufes). A obra aborda questões como governança neoliberal, impactos da exploração petroleira, geopolítica internacional e a narrativa da imprensa em relação à política energética do Brasil, tendo como base mais de 200 reportagens e publicações analisadas por um grupo de pesquisadores ligados à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

    4 de setembro de 2021
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